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Pós-pornografias: teorias e práticas (de guionismo)

Inscrever-se

Data

  • 28 a 30 de Julho

Apresentação

No contexto das críticas feministas e queer às representações de sexualidades disponíveis nos media mainstream, e ao seu carácter sexista, heteronormativo e racializado, surgiram vários movimentos artísticos empenhados em criar aquilo que geralmente se designa por “pós-pornografia”, pornografia queer e pornografia feminista. Este movimento artístico e cultural, com uma forte inspiração dos Estudos de Género e Queer, e dos Estudos Culturais, funciona através da subversão dos paradigmas e linguagens visuais, simbólicas e narrativas utilizadas pela pornografia mainstream. Foca-se também num sistema de produção e distribuição ética, respeitando as pessoas que operam em trabalho sexual e também responsabilizando quem consome este tipo de material. Este curso pretende, de forma teórico-prática integrar estas dimensões através da abordagem teórica das pós-pornografias, mostra de curtas e exemplos de trabalhos politicamente e artisticamente comprometidos e através da realização de um exercício de escrita de guionismo como forma de aprofundar o funcionamento do sistema de sexo-género na produção e consumo de cultura.

Objectivos

Dar a conhecer a pluralidade dos movimentos estéticos no campo das sexualidades. Explorar as formas como o estudo das pós-pornografias permite um olhar mais aprofundado sobre as relações genderizadas na sociedade ocidental contemporânea e os diferentes discursos de subversão dessas relações. Capacitar as pessoas participantes para a produção de conteúdos culturais próprios. Promover a reflexividade nos processos de produção e consumo de materiais culturais. Estimular a produção de materiais culturais sobre sexualidades mais diversos e inclusivos.

Docente

Daniel Cardoso é Professor Auxiliar a Tempo Integral na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, e Professor Auxiliar Convidado na Universidade Nova de Lisboa.

É doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

Participou já em vários projectos de investigação nacional com recurso a ferramentas de análise de conteúdo assistida por computador, e tem vários anos de experiência a ministrar workshops de gestão de bibliografia e de uso de vários tipos de software no apoio à investigação, bem como unidades curriculares de métodos de pesquisa e de investigação.

O seu trabalho de investigação centra-se principalmente sobre questões de género e sexualidades, com particular ênfase nas não-monogamias consensuais e no poliamor.

O seu trabalho académico, activista e artístico pode ser consultado em www.danielscardoso.net

Docente

Carmo Gê Pereira é/ tem um projecto português ligado à sexualidade desde 2008. Com anos de experiência em assessoramento erótico e tuppersex, realização de workshops, formações e tertúlias, sessões de cinema e ciclos de eventos desde 2011 e aconselhamento sexual desde 2015, tudo ligado à área da sexualidade, numa tentativa, bem sucedida de passar uma visão sobre comportamentos e identidades de forma desmistificada e aberta. Um projecto sem apoios, feito em nome próprio que ganhou espaço mediático e entre pares. Actua de forma activista paralelamente. Assumidamente LGBTQIA+, sex-positive de forma crítica tem-se destacado como:

  • Formadora, é parte do projecto OUTSIDE IN, um projecto da União Europeia de voluntariado para formação de formadores contra o discurso de ódio com o apoio do Erasmus+,
  • Educadora sexual para adultos, quer de forma geral, quer incidindo nos temas da orientação relacional e não monogamias e prazer inclusivo, reflectindo sobre os acessos e direitos sexuais das pessoas com diversidade funcional e neuro diversidade,
  • Na área do aconselhamento sexual​ não patologizante nem terapeutico​, pioneira em Portugal e professora do seminário de abertura do Nível II – Counselling da Pós-graduação em Sexologia da Sociedade Portuguesa Sexologia Clínica, com o seminário Teoria e práticas de avaliação e counselling
  • Expert em segurança, recomendação e utilização de tecnologias para a sexualidade (pornografia, sextoys, adereços, cosmética e estimulantes).

VR Guerrilha Filmaking

Inscrever-se

Data

  • 02 a 06 de Julho das 10h às 13h e das 15h às 18h (30h)
  • 02 a 13 de Julho das 18h às 21h (30h)

Nota: funcionará o horário que concentrar maior número de inscrições.

Apresentação do Curso

O interesse na tecnologia e estética 360 VR está a crescer, com as grandes marcas como YouTube e Facebook a desenvolver plataformas para suportar vídeo 360º.

O CCS Insight, analista do mercado tecnológico, estima que a venda de equipamentos wearable 360º VR, vai triplicar de 2016 a 2019, com as vendas a chegarem quase aos 250 milhões de unidades, e o valor de mercado a ultrapassar os 25 mil milhões de dólares. (hardware), este é um meio com grande potencial de aplicação para toda as áreas de conhecimento

Os participares deste curso vão adquirir conhecimentos técnicos e teóricos sobre as diferentes ferramentas e software utilizados nesta tecnologia, propõe-se a produção de um filme, em modelo guerrilha, em grupo, usando as novas câmaras Samsung Gear 360.

O alunos irão conhecer  experimentar os fundamentos técnicos e fluxo de trabalho desde a narrativa, design de produção até a pós produção e distribuição de conteúdos em 360ºVR.

Destina-se a todos os que têm um forte interesse na narrativa audiovisual, com a possibilidade de ganharem competências com um novo meio de comunicação imersivo que está agora a dar os primeiro passos.

Queremos reunir um grupo de pessoas de várias áreas e experiências que possam contribuir e aplicar a tecnologia 360º VR às suas áreas de conhecimento.

Preço

175€

Docentes

Rafael Antunes, frequenta o Doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Recentemente participou do curso em narrativa vídeo 360º VR no Graduate School of Journalism na University of California, Berkeley, frequentou o curso “Elements of Journalism” da Universidade Lusófona.

Convidado a participar no projecto CIAKL, curso europeu de empreendedorismo para as indústrias criativas, que envolve várias universidades e empresas europeias da indústria, procurando novos modelos de negócio para as indústrias criativas.

Defendeu a sua tese de Mestrado em Estudos de Cinematográficos na mesma Universidade, com um projeto de Transmedia “Lápis Azul”.

Licenciado em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia na Universidade Lusófona.

Frequentou o Programa Erasmus na SZFE (Universidade de Teatro, Cinema e Televisão) em Budapeste, Hungria, participou do Digital Media Summer Institute, 2011, UT Austin | Portugal 2011 em “Convergence Culture” e “Transmedia Storytelling in the Contemporary Media Global Media”na Universidade Nova de Lisboa, trabalha no Grupo Impresa como Gestor de Produto na Direção de produtos e serviços digitas e é um dos responsáveis da implementação da tecnologia 360º VR no Grupo.

Professor da Universidade Lusófona em várias licenciaturas e mestrados nas áreas de Transmedia e 360ºVR, Realizou a curta-metragem “Moeda Viva” sobre o trabalho de Pierre Klossowski, filme selecionado para exibição na Cinemateca Portuguesa e Museu Berardo, “O Tenente” filmado em Super 16 mm sobre a criação da República Portuguesa em 1910 – primeiro prémio ICA / Lusófona 2010, prémio ZON, venceu o III Festival de Digital de Odemira e o prémio Augusta para melhor curta-metragem no Festival de Cinema Bragacine.

O filme foi exibido na SIC Notícias e em vários festivais nacionais e internacionais.

“Um Natal Especial” filmado em Super 16 mm em 2010, exibido na RTP.

Produziu e realizou o projeto Transmedia “Mutter” exibido na SIC Radical, que teve como objetivo principal o desenvolvimento de uma narrativa transmedia que integrasse diferentes plataformas e cruzamentos narrativos e dramáticos, o projeto foi premiado na ZON e esteve presente em vários festivais de cinema, nacionais e internacionais.

Realizou e produziu o projeto Transmedia “Lápis Azul” sobre a censura em Portugal, composto por um filme de ficção e um documentário, o projeto foi exibido pela SIC, SIC noticias e esteve em exibição nas salas de cinemas.

O projeto ganhou O premio Sophia da Academia de Cinema Português, para melhor documentário em curta-metragem, prémio para melhor argumento original festival Caminhos do Cinema Português e o prémio Augusta para melhor filme português no Festival de Cinema Bragacine.

Filipe Roque do Vale, 41 anos, Universidade Lusófona.

Começou a trabalhar como editor para televisão com dezoito anos. Durante cinco anos trabalhou em montagem para diferentes produtoras. Em 1998, com vinte e três anos começou a trabalhar na Universidade Lusófona como professor de montagem, pós-produção e linguagem cinematográfica.

Entretanto realizou cinco curtas metragens e trabalhou como montador em longas metragens, curtas metragens, documentários e videoclips.

Desde 2008 é responsável pelas instalações e equipamentos audiovisuais do o Grupo Lusófona, é também diretor do Centro de Produção Audiovisual e Multimédia da Universidade Lusófona.
Continua a ser professor de montagem e linguagem cinematográfica.